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Brasil, Guiana e Argentina Vão Liderar o Crescimento da Produção Global de Petróleo em 2026

Publicado: Janeiro 31, 2026 @ 8:30 AM

De acordo com a Administração de Informação Energética dos EUA (EIA), Brasil, Guiana e Argentina deverão ser os principais impulsionadores do crescimento da oferta de petróleo fora da OPEP em 2026, respondendo por metade do aumento previsto de 0,8 MBPD para este ano. 

A agência reguladora de energia, aponta que o crescimento da produção brasileira será sustentado principalmente por novos projectos offshore no pré-sal, com destaque para o início das operações do campo de Bacalhau da Equinor em Outubro de 2025, bem como a entrada em funcionamento de duas novas FPSOs da Petrobras, em Dezembro de 2025.

Na Guiana, o rápido desenvolvimento do Bloco Stabroek pela Exxon Mobil e seus parceiros está a elevar a produção a novos patamares, com potencial para ultrapassar 1 MBPD à medida que novas FPSOs (Yellowtail, Uaru, Whiptail) entram em operação. O projecto Yellowtail já atingiu a sua capacidade máxima de produção, aumentando a produção do país para mais de 900 KBPD. A Guiana tem vindo a intensificar as exportações de petróleo para os mercados asiáticos.

O início das operações do projecto Uaru, previsto para 2026, deverá acrescentar cerca de 250 KBPD à oferta, ajudando a impulsionar a produção de petróleo bruto da Guiana para mais de 1 MBPD até 2027.

A EIA também prevê um crescimento expressivo da produção de petróleo da Argentina em 2026, devido às suas vastas reservas de xisto do campo Vaca Muerta. A produção poderá atingir uma média de 810 KBPD neste ano, um aumento em relação aos 740 KBPD em 2025 e aos 670 KBPD em 2024.

No mês passado, a Rystad Energy previu que o petróleo proveniente das áreas offshore do Brasil, Guiana, Suriname e da formação de xisto de Vaca Muerta, na Argentina, será uma fonte fundamental de suprimento de petróleo não pertencente à OPEP, com custos competitivos, até 2030. A demanda global por líquidos atingirá o pico na década de 2030, em torno de 107 MBPD, manterá um patamar acima de 100 MBPD até a década de 2040, antes de cair para cerca de 75 MBPD em 2050.

A oferta de países não pertencentes à OPEP+ será fundamental para equilibrar o mercado global, com o petróleo barato da América do Sul ajudando a compensar o crescimento mais lento do xisto nos EUA. Espera-se que os produtores não pertencentes à OPEP+ sejam responsáveis por cerca de 5,9 MBPD, ou quase 60%, da nova produção de petróleo convencional actualmente em desenvolvimento até 2030. A América do Sul será a principal fonte desse crescimento da oferta, com 560 KBPD de petróleo bruto e condensado, enquanto a América do Norte fornecerá cerca de 480 KBPD. 

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Executivos do Sector Petrolífero Preveem um Ano Desafiador em 2026

Publicado: Janeiro 29, 2026 @ 08:00 am

A pesquisa mais recente do Banco da Reserva Federal de Dallas revelou um pessimismo persistente nos mercados de petróleo, com executivos do sector petrolífero a anteciparem uma desaceleração da actividade e o aumento dos custos num contexto de preços baixos do petróleo, apesar de a inteligência artificial surgir como um factor de esperança para ganhos de eficiência no sector.

A actividade no sector de petróleo e gás recuou no último trimestre do ano passado, mantendo o índice de actividade empresarial em terreno negativo, nos -6,2 pontos, o mesmo nível registado no terceiro trimestre. Apesar de uma ligeira melhoria no índice de perspectivas, que subiu de -17,6 para -15,2 pontos, os dados continuam a reflectir um ambiente de pessimismo persistente entre as empresas do sector.

A produção de petróleo e gás manteve-se praticamente estável no quarto trimestre, segundo executivos de empresas de exploração e produção. Ainda assim, o índice de produção de petróleo continuou em terreno negativo, embora tenha registado uma melhoria ao subir de -8,6 no terceiro trimestre para -3,4, enquanto o índice de produção de gás natural avançou de -3,2 para 0, passando a um nível neutro.

A produção de petróleo e gás apresentou pouca variação no quarto trimestre, de acordo com executivos de empresas de exploração e produção. Ainda assim, o índice de produção de petróleo permaneceu negativo, embora tenha registado uma melhoria ao subir de -8,6 no terceiro trimestre para -3,4, enquanto o índice de produção de gás natural avançou de -3,2 para 0, passando a um nível neutro.

A principal conclusão do inquérito indica que os executivos do sector petrolífero projectam um cenário de mercado em baixa para 2026, após os preços do petróleo terem registado uma queda acentuada em 2025, encerrando o ano abaixo dos $70/bbl.

A expectativa é de que os mercados de petróleo estejam com excesso de oferta em 2026 caso o governo Trump consiga pôr fim ao conflito na Ucrânia e as sanções contra a Rússia forem suspensas. Por outro lado, a manutenção das sanções russas, aliada à redução das exportações de petróleo do Irão e da Venezuela, poderá conduzir o mercado a uma situação mais próxima do equilíbrio.

Os líderes do sector energético mostram-se mais confiantes quanto às perspectivas de longo prazo, estimando que o preço do WTI deverá situar-se, em média, nos $69/bbl em 2027, subindo para cerca de $75/bbl no período de 2029/2030.

Num tom mais positivo, os executivos relataram que a inteligência artificial tem contribuído para a redução dos custos efectivos dos poços por meio de ganhos amplos de produtividade, maior rapidez na execução das tarefas e a diminuição de falhas operacionais.

A maioria das empresas de serviços de apoio ao sector de petróleo e gás, cerca de 60%, espera que a inteligência artificial poderá aumentar, de forma moderada ou significativa a vida útil dos equipamentos, enquanto 39% não prevê nenhum impacto. Ao mesmo tempo, quase 80% não esperam que a IA venha a substituir trabalhadores nas suas empresas nos próximos cinco anos, uma percepção partilhada tanto por pequenas como por grandes empresas de exploração e produção, bem como entre empresas de serviços de apoio.

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BNA Prevê Crescimento de 1,1% no Sector Petrolífero em 2026

O sector petrolífero angolano poderá crescer 1,1% em 2026 de acordo com as projecções do Banco Nacional de Angola, justificado principalmente pela entrada em operação de novos poços e projectos estratégicos.

O petróleo continua a ser a principal fonte de receita e de exportação de Angola. Em 2025, as exportações de crude geraram cerca de $27,3mil milhões, correspondendo a 92% do total das receitas arrecadadas com as exportações nacionais, o que reforça a forte dependência da economia angolana do sector petrolífero.

Em termos de perspectivas, as projecções para 2026 apontam para um crescimento real do PIB de 3,5% impulsionada, principalmente, pelo crescimento do PIB não petrolífero em 4,5%. Dentre as acções que concorrerão para o crescimento do sector não petrolífero, destacam-se os investimentos na agropecuária, expansão do sector das pescas, reforço do consumo e investimento público, dinamização dos operadores privados e modernização dos transportes e logística. Espera-se um incremento do Investimento Directo Estrangeiro em Angola no sector não petrolífero.

As receitas do petróleo têm servido de base para fortalecer as reservas internacionais e equilibrar a balança de pagamentos, assegurando maior estabilidade na taxa de câmbio e no controlo da inflação. A inflação em 2025 foi de 15,70%, inferior à do período homólogo, e para 2026, espera-se que a inflação diminua para até 13,50%.

Os principais riscos associados às projecções apresentadas foram, a redução da produção petrolífera no país, possível queda do preço médio do petróleo abaixo do preço considerado como pressuposto, a remoção de subsídios à combustíveis e ajustes dos preços administrados, crescimento abaixo do esperado no sector não petrolífero e por último, o choque externo adverso da oferta de bens alimentares.

O Governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, destacou a relevância do sector petrolífero na economia angolana, especialmente na contribuição para o PIB e no impacto sobre a política monetária do país.

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Saurimo acolhe reunião de auscultação com as fábricas de lapidação

O Polo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo acolheu, no dia 20 de Janeiro, uma reunião de auscultação com as fábricas de lapidação de diamantes, orientada pelo secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Corrêa Victor.

O encontro teve como principal objectivo aferir o grau de efectividade das empresas de lapidação em funcionamento, bem como identificar os principais constrangimentos que estas enfrentam no exercício das suas actividades.

A iniciativa visou, igualmente, a busca conjunta de soluções que permitam assegurar a continuidade normal das operações e o fortalecimento do sector.

A reunião contou com a participação de várias instituições do sector, nomeadamente o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), a ENDIAMA E.P., a ANRM, a SODIAM e um representante do Governo Provincial da Lunda-Sul.

Em representação das empresas de lapidação estiveram presentes as empresas KGK, Kapau Gems e Stardiam.

Pela ENDIAMA, o seu presidente do conselho de administração, Ganga Júnior, bem como o director de Comercialização, Elton Pascoal.

Durante a sessão, foram analisados diversos aspectos relacionados com o funcionamento das unidades de lapidação, tendo o secretário de Estado reafirmado o compromisso do Executivo angolano em promover um ambiente favorável ao fortalecimento da cadeia de valor dos diamantes e a geração de emprego no país.

A reunião terminou com uma visita de constatação ao Polo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo (PDDS).

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Biocombustíveis analisados como alternativa ao petróleo

Os biocombustíveis foram analis1ados, esta terça-feira, como alternativa ao petróleo, em Luanda.

O facto foi abordado entre o ministro dos Recursos, Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, e o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos. 

Na ocasião, as duas entidades destacaram o papel estratégico da agricultura na cadeia de produção dos biocombustíveis para a diversificação da economia. 

A reunião contou ainda com secretários de Estado de ambos ministérios e quadros de direcção e responsáveis associados a agências e institutos dos respectivos sectores.

  1. quarta-feira, 07 de janeiro de 2026 ↩︎

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MINA DE COBRE DE TETELO VAI PRODUZIR 4 MIL TONELADAS POR DIA

A Mina de Cobre de Tetelo, que será oficialmente inaugurada a 29 de Outubro de 2025, pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, marca o início da exploração moderna de metais de base em Angola.

O investimento total na Mina de Tetelo ascende a 305 milhões de dólares norte-americanos, com uma vida útil estimada de 14 anos. A capacidade de produção é de 4 mil toneladas por dia, com uma taxa de recuperação de cobre de 92% e teor de 35% no concentrado final. A produção diária estimada é de 300 toneladas de concentrado de cobre.

O empreendimento emprega actualmente 1439 trabalhadores, dos quais mais de 70% são angolanos, e inclui programas de formação técnica e integração profissional.

A região do projecto possui um histórico de actividade mineira desde 1937, quando a antiga Mina de Mavoio operou até 1961, com uma produção total de 173 mil toneladas de minério, com teor médio de 12%. Entre 1947 e 1972, foram realizados mais de 150 furos de sondagem e estudos técnicos.

Após décadas de inactividade, o projecto foi retomado com campanhas de prospecção entre 2008 e 2025, incluindo mais de 50 mil metros de sondagens e estudos geofísicos que confirmaram o potencial mineral da região.

A Mina de Tetelo está sob gestão da empresa Shining Star Icarus (SU), Limitada, que detém direitos de prospecção e exploração de metais de base nas províncias do Uíge e do Zaire.

Notícia Publicada pelo MIREMPET em: https://mirempet.gov.ao/web/noticias/mina-de-cobre-de-tetelo-vai-produzir-4-mil-toneladas-por-dia

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Cerca de 90% dos diamantes angolanos já são rastreáveis

A informação foi avançada no dia 25, na Cidade do Dundo, pelo Director de Estudos e Projectos da ENDIAMA E.P, Ady Van-Dúnem, à margem do segundo dia do Balanço Semestral de Diamantes de 2025, que decorre no Campus da Universidade Lueji A´nkonde.

Segundo avançou Van-Dúnem, trata-se de uma inovação chave, na medida em que os consumidores exigem mais informação sobre o impacto positivo para as comunidades, bem como a proveniência dos diamantes que adquirem, pelo que a implementação dos processos de rastreabilidade no subsector diamantífero nacional tem permitido uma maior abertura e transparência da indústria angolana de diamantes.

Para o responsável, a aposta que se tem verificado na inovação tem como objectivos centrais o alavancamento dos níveis de produtividade e a redução dos custos de operacionais, este último de capital importância, num contexto como o actual, em que se verifica o abrandamento de preços.

Ady Van-Dúnem destacou ainda os investimentos da Sociedade Mineira do Luele no domínio da inovação, fazendo menção à modernidade da sua central de tratamento, que é das mais modernas do continente africano.

Acompanhe, no áudio abaixo, a entrevista na íntegra.

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A 1 Novo Começo apoia arte em areia e leva mensagem de esperança à Ilha de Luanda

A 1 Novo Começo marcou presença de forma criativa e simbólica nas margens da Ilha de Luanda, ao apoiar uma impressionante escultura em areia que celebra os valores de liberdade, união e recomeço. O nosso logotipo foi integrado à obra, reforçando o compromisso da empresa em estar próxima da comunidade e contribuir para iniciativas que unem cultura, lazer e reflexão.

Artes feitas por artistas locais.

A escultura, construída por artistas locais, desperta atenção de quem passa pela orla em busca de diversão e ar puro. Mais do que um atrativo visual, ela transmite mensagens profundas que dialogam com a identidade do povo angolano e com os princípios da nossa empresa: renovação, esperança e futuro melhor.

Queremos que cada pessoa que veja esta obra perceba que sempre existe um novo começo, tanto na vida pessoal como na vida coletiva. Acreditamos na força da arte para inspirar e transformar”, destaca a direção da 1 Novo Começo.

Com esta ação, a empresa reforça o seu papel como parceira da cultura e da comunidade, transformando momentos de lazer em oportunidades de reflexão e partilha de valores.