As multinacionais ExxonMobil e TotalEnergies registaram novas descobertas de petróleo no offshore angolano, reforçando a actividade de exploração na prolífica Bacia do Baixo Congo e contribuindo para prolongar o potencial produtivo de activos maduros no país.
De acordo com um comunicado da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), a que a PetroAngola teve acesso, a ExxonMobil fez uma nova descoberta de petróleo no poço exploratório Vicango Este-01, localizado no Bloco 15, na Bacia do Baixo Congo, a aproximadamente 370 km a noroeste da costa de Luanda.
O poço foi perfurado pela plataforma Valaris DS-9, tendo identificado cerca de 25 m de arenito de alta qualidade, com porosidade de 22%, contendo hidrocarbonetos. A recente descoberta representa a 20.ª realizada no Bloco 15 ao longo dos últimos 30 anos e a terceira nos últimos quatro anos, destacando o potencial remanescente de um dos principais activos de águas profundas em Angola.
Operado pela Esso Exploration Angola (Block 15) Limited, afiliada da ExxonMobil, o Bloco 15 já produziu mais de 2,7 BBBLS ao longo de três décadas. A companhia está actualmente a implementar um programa plurianual de perfuração e redesenvolvimento, com recurso a novas tecnologias, com o objectivo de atingir cerca de 40 KBPD e compensar o declínio natural da produção.
Para Brian Unietis, CEO da ExxonMobil Angola, as novas descobertas contribuem para aumentar o valor da infraestrutura existente no Bloco 15, considerado pela empresa como um dos desenvolvimentos em águas profundas mais significativos do país.
No Bloco 17, a TotalEnergies anunciou igualmente uma descoberta de petróleo no poço Acacia-5, localizado na Bacia do Baixo Congo. A descoberta foi realizada em Junho de 2026 e deverá entrar em produção nos próximos dias, através do desenvolvimento acelerado que aproveitará a capacidade disponível na FPSO Pazflor.
O novo poço deverá acrescentar cerca de 6 KBPD à produção do Bloco 17, demonstrando a estratégia das operadoras do sector de utilizar a infraestrutura existente para acelerar o desenvolvimento de novas descobertas e reduzir o tempo entre a exploração e a produção.
“Tenho o prazer de anunciar esses sucessos na exploração em Angola, que demonstram tanto o potencial do país quanto a nossa confiança no seu futuro”, afirmou Patrick Pouyanné, presidente e CEO da TotalEnergies, destacando a exploração como um dos pilares da estratégia da companhia no país.
A TotalEnergies é a operadora do Bloco 17 com uma participação de 38%, em parceria com a Equinor (22,16%), ExxonMobil (19%), Azule Energy (15,84%) e a Sonangol (5%).
No Bloco 15, a Esso Exploration Angola é a operadora, com uma participação de 36%, enquanto a Azule Energy detém 42%, a Equinor 12% e a Sonangol os restantes 10%.

